Hemangiomas Hepáticos são os tumores hepáticos benignos mais frequentes, sendo compostos de múltiplos vasos revestidos por uma única camada de células endoteliais dentro de um estroma fibroso fino. A maioria dos pacientes com hemangioma não apresenta sintomas e tem o tumor identificado em exames de imagem na rotina ou durante investigação clínica para outras condições. Os hemangiomas podem apresentar-se em diferentes tamanhos, únicos ou múltiplos. Os testes de função hepática, via de regra, são normais, a menos que haja uma complicação como trombose, hemorragia ou compressão da árvore biliar.
Na grande maioria das vezes os hemangiomas permanecem estáveis ao longo do tempo e raramente pode ocorrer crescimento significativo. Ruptura espontânea ou decorrente de trauma contuso são excepcionais.
O tratamento dos hemangiomas costuma ser conservador. Não há consenso na literatura, a respeito da necessidade de acompanhamento contínuo em tumores ≤ 5 cm. Aconselha-se controle semestral ou anual quando a lesão for maior que 5 cm. Para esses tumores, quando da ausência de sintomas, o risco de hemorragia é demasiado baixo para justificar a ressecção profilática. Os pacientes que têm dor ou sintomas sugestivos de compressão extrínseca de estruturas adjacentes devem ser considerados para a ressecção cirúrgica, desde que outras causas dos sintomas tenham sido excluídas. O uso de anticoncepcionais orais (ACO) ou outras terapias hormonais não estão contraindicados em pacientes com hemangiomas.