Adenoma hepatocelular é a terceira neoplasia benigna do fígado mais prevalente. Ocorrem mais frequentemente em mulheres na idade fértil entre 20 e 44 anos. Tradicionalmente estão relacionados com o uso de anticoncepcionais orais contendo estrogênios. Neste cenário, a incidência é estimada ser 30 vezes maior do que entre as que não fazem uso destes medicamentos e apresenta relação direta com a dose e o tempo de uso. A suspensão dos anticoncepcionais pode promover a regressão da lesão. O Adenoma também tem sido associado ao uso de esteroides anabolizantes, doenças genéticas como as de depósito do Glicogênio tipo I e III e mais recentemente vem sendo associado à síndrome metabólica e obesidade. Os adenomas em geral são assintomáticos e têm bom prognóstico, mas podem apresentar complicações como o sangramento e a transformação maligna. O adenoma costuma ser encontrado durante os exames por queixas de dor abdominal ou, então, como achado incidental em exames de rotina.
O controle de nódulos sem indicação cirúrgica deve ser realizado por métodos de imagem com contraste. Como na maioria dos casos o adenoma tem menos de 5 cm e, por isso, baixo risco de ser câncer e de ter complicações como hemorragia ou ruptura, não precisa de tratamento e pode simplesmente ser acompanhado com exames regulares.
Quando diagnosticado em mulheres, os adenomas com mais de 5 cm, por ter maior risco de complicações ou de virar câncer, tem indicação de remoção cirúrgica. Quando diagnosticado em homens, os adenomas tem maior risco de transformação maligna e por esse motivo tem indicação de remoção cirúrgica independente do tamanho.