Quando se tratar de metástases que não se originaram de tumor do cólon, nem de tumores neuroendocrinos, são as chamadas metástases hepáticas de tumores não-colorretais, não neuroendocrinos, ou seja, todos os outros tumores.
Nesses casos, deve ser realizada uma avaliação meticulosa, no sentido de identificar quais os órgãos estão envolvidos. Quando o tumor que originou a metástase já tiver sido tratado, e nenhum outro órgão apresentar metástases, apenas o fígado, nesses casos existe possibilidade de tratamento cirúrgico. O papel da ressecção hepática em casos de metástases não colorretais, não neuroendócrinas permanece mal definido, embora as taxas de sobrevida dos pacientes operados chegam a 42% em 5 anos tenham sido relatadas. O grande desafio é estabelecer quais os pacientes devem ser ressecados. Vários fatores foram identificados para definir melhor as indicações cirúrgicas, incluindo aqueles associados ao tumor primário, às metástases hepáticas e aos resultados cirúrgicos institucionais. Cada caso deve ser estudado por uma equipe multidisciplinar, ou seja, profissionais de diferentes áreas (cirurgiões, oncologistas, radiologistas, hepatologistas, radioterapeutas) que se reúnem para discutir cada caso, e, especialmente, que envolva profissionais treinados em cirurgias do fígado.