O tumor neuroendócrino pancreático é um tipo raro de câncer, responsável por 5% dos casos da doença. Ele se desenvolve a partir de células endócrinas do pâncreas. Existem dois tipos principais: os tumores funcionais, que produzem uma quantidade em excesso de hormônio, e os tumores não funcionais, que são mais raros e não produzem hormônios.
Os sinais e sintomas dependem do subtipo de tumor neuroendócrino.
O tratamento do tumor neuroendócrino pancreático depende de alguns fatores, como o local em que ele está localizado, tamanho do tumor, presença de sintomas e o estado de saúde geral do paciente, mas existem as seguintes opções:
Apenas acompanhamento: se for um tumor pequeno, e sabidamente de baixo risco, pode ser apenas acompanhado com exames de imagem.
Cirurgias – se o câncer puder ser totalmente removido, a cirurgia é a opção que pode ser escolhida. Existem diferentes tipos de procedimentos cirúrgicos: a enucleação, ou seja, a retirada apenas do nódulo, é realizada quando o tumor está em estágio inicial e pode ser totalmente retirado sem prejudicar o resto do pâncreas. Outra opção é a retirada de parte do pâncreas, nesse caso pode ser retirada a cabeça, o centro ou a cauda do pâncreas, dependendo da localização do tumor. Eventualmente há indicação de pancreatectomia total, ou seja, a retirada de todo o pancreas, esse procedimento é escolhido apenas em raras ocasiões pois a vida sem o pâncreas requer o uso crônico de medicamentos. Existe também a possibilidade de tratamento cirúrgico em casos que apresentem metástases, porém quando também são passíveis de remoção cirúrgica.
Terapia alvo – utiliza medicamentos que atuam diretamente nas células cancerígenas. Em geral é feita quando o tumor neuroendócrino pancreático já está em estágio avançado.
Quimioterapia – dependendo do caso, as substâncias usadas no tratamento podem ser injetadas no paciente ou tomadas por via oral. A escolha depende do grau de diferenciação (tipo de células) do tumor.
Radioterapia – é possível usar diferentes tipos de radiação para destruir células cancerígenas. Em geral utilizada quando o tumor neuroendócrino pancreático se espalhou para outros órgãos.