O tipo secundário mais frequentemente encontrado de forma isolada no fígado é decorrente de tumor maligno no intestino grosso ou no reto, são as chamadas metástases de origem colorretal. O tratamento depende da extensão da doença metastática. Com metástases solitárias ou em pequeno número, localizadas apenas no fígado, a cirurgia para remoção pode ser realizada. Em se tratando de câncer colorretal, a ressecção cirúrgica pode prolongar a sobrevida ou até mesmo curar a doença. Dependendo das características do tumor primário e das metástases, quimioterapia sistêmica reduz a massa tumoral e pode ser associada a ressecção cirúrgica.
Nesses casos, a metástases pode ser diagnosticada ao mesmo tempo que o tumor originário ou até mesmo muitos meses depois do tratamento do tumor colorretal. Dependendo do momento do diagnóstico tem-se diferentes opções de tratamento. É importante que o paciente seja tratado por uma equipe multidisciplinar, ou seja, vários especialistas se reúnem para analisar o caso e tomar a melhor decisão, de forma individualizada, somando-se o conhecimento de cada especialista. Existem várias opções de tratamento. Pode-se operar primeiro o tumor originário do intestino, depois fazer quimioterapia e depois operar a metástases. Pode-se inverter e operar primeiro a metástase, depois a quimio e depois o tumor originário do cólon. A opção de tratar primeiro a metástase e depois o tumor originário do intestino é uma opção mais recentemente proposta pela literatura e tem apresentado ótimos resultados. Em alguns casos a alternativa é a quimioterapia sistêmica, sem ressecção cirúrgica ou radioterapia ou até mesmo quimioterapia isoladamente. Sempre se deve ter em mente que a decisão sobre o melhor tratamento a ser proposto deve ser tomada por uma equipe multidisciplinar e de forma individualizada, ou seja, cada paciente deve ser analisado detalhadamente para se chegar ao melhor tratamento para aquele indivíduo.